A depressão infantil se manifesta de forma diferente dos adultos. Veja como reconhecê-la cedo e por que não confundir com “mau comportamento”.

Muitos acreditam que depressão é “coisa de adulto”, mas crianças também podem sofrer — e seus sintomas são distintos. Como ainda não expressam bem o que sentem, o sofrimento aparece de outra forma, e isso pode passar despercebido. Saber a diferença é o primeiro passo para proteger quem amamos.
Como a depressão aparece nas crianças
Nos adultos, a tristeza profunda costuma ser o sinal principal. Nas crianças, o que mais se destaca é a irritabilidade: acessos de raiva, agitação, oposição constante. Elas podem reclamar muito de dores no corpo, recusar atividades que antes gostavam e apresentar regressões — voltar a fazer xixi na cama, por exemplo.
Por que confundem com comportamento
A criança deprimida não é “mal educada” nem “teimosa”. Quando não consegue nomear o que sente, age por meio do comportamento. Quem vê birras ou isolamento pode achar que é fase, mas quando os sinais persistem por mais de duas semanas, é sinal de que algo vai além.
A depressão infantil é real e tem tratamento. Observar com atenção, sem julgar, faz toda a diferença. Quanto antes identificada, mais rápido a criança volta a ser criança com tranquilidade.